sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

INDIGNAÇÂO

Temos muitos motivos para nos indignar com o mundo contemporâneo, infelizmente. Pensando na realidade brasileira, como brasileira que sou, então, nem se fale! Como estratégia mais de catarse do que de denúncia (tenho acreditado cada vez menos na possibilidade de mudanças a curto prazo – infelizmente também!), escrevo sobre minha mais recente indignação: a questão do Metrô Rio...

Na última terça-feira, dia 05/01/10, fui ao oftalmologista no Centro do Rio. Após a consulta, dei uma passeada pela região, desfrutando um tantinho das férias as quais, creio, tenho indubitável direito.

Por volta das 16h45min, resolvemos voltar para casa. Estava acompanhada de minha irmã, meu marido e minha mãe. Fomos pegar então o metrô – serviço inquestionavelmente bom nas mais diversas cidades do mundo. Entramos na fila (ENORME e que só PIOROU desde a implantação das novas possibilidades de aquisição da passagem e que supostamente deveriam melhorar a situação), compramos os bilhetes e rumamos às plataformas, que já tinham um movimento com cara de final de dia de trabalho. Assim que chegamos à plataforma, os dois trens (direção N e S) chegavam à estação Carioca. Minha irmã, moradora do Largo do Machado, despediu-se e entrou no vagão enquanto nós percebemos o trem da direção que nos interessava APINHADO e com destino à Pavuna. Nosso destino era a Sans Peña. Daí foram mais três trens a passar e a vivência próxima à barbárie para a entrada nos vagões. Diante daquilo tivemos a certeza de que não seria este o transporte a nos atender. Não enquanto pudermos escolher... Tomamos o rumo de volta às roletas, procuramos agentes de segurança da estação e pedimos o nosso dinheiro – entregue para que um serviço fosse prestado – de volta. Mas a resposta foi a de que não devolvem dinheiro se não em função da interrupção de trecho ou da linha!!!!

Enfim, fomos roubados! Além de não prestarem o serviço com decência, tendo a CARA DE PAU de transportar gente como gado e sorrir nas entrevistas televisivas fingindo que tudo vai bem, que as mudanças são bem sucedidas, que são uma belezura e tudo mais, ROUBAM as pessoas que podem se recusar a manutenção de seu enriquecimento em detrimento de seu trabalho!

Há vários comentários a se fazer, são várias as reflexões possíveis, mas não pretendo escrever um testamento. Acho que cada um que vier a ler este tecerá suas próprias percepções. Não consigo escapar de frisar, contudo, que os únicos profissionais a responder pelo Metrô Rio nas estações (ao menos os únicos que nos informam que estão por lá para tal) são os agentes de SEGURANÇA. Agentes interessados na segurança de quem? Eu me pergunto...

É com tristeza que concluo: no Rio de Janeiro, cada vez mais, exclui-se e marginaliza-se quem deveria ser servido!

Se tiver como, amigo, NÃO VÁ DE METRÔ RIO!