sexta-feira, 20 de abril de 2007

Quem cospe para o alto... ou O que nunca pensei que faria até vir para Paris!

Já estava mesmo vindo postar mais notícias, quando vi mais um recado no último post... E não é que era a Bud (leitora assídua, isso aí! Valeu, rimã!) pedindo novidades?! rsrsrsrs Pois bem, aí vão mais umas linhas... Na verdade, já venho pensando nesse assunto há algum tempo, mas dessa vez não deu para escapar dele!


Depois de me inserir no universo paralelo que é o Orkut, comecei mesmo a pensar nessa história da consequência tardia, mas não falha, de cuspir para o alto! Logo eu, que falava tanto e tão mal dessa moda, resolvi de repente aderir a ela... :$

É claro que pontuar aqui que agora tenho tempo de sobra para dedicar-me a esse tipo de coisa seria uma boa forma de 'defender-me', mas realmente não é isso que estou querendo fazer, não. Quero é falar da alegria dos encontros que ele tem me proporcionado... Antigos alunos, companheiros de escola que há tanto não tinha notícias, pessoas com quem já trabalhei há tempos atrás, amigos próximos com suas fotos e descrições... Que bacana! Que engraçado ver tanta gente e de uma forma tão nova!

Além disso, o universo das comunidades orkutianas é mesmo infinito! Dos lugares que AMO frequentar pelo Rio, das autoras que tanto aprecio, das mais bobas e engraçadas futilidades cotidianas, até espaços para inflamados e, diria, interessantes debates... de tudo um pouco se acha por lá!

Realmente tenho que dar a mão à palmatória e dizer que caiu mesmo na testa! Adoro a idéia de ter esse 'mundo' por perto para acessar quando quiser ou puder...

'Mundo', aliás, sobre o qual tenho tentado descobrir mais e mais... Apesar de "não ter saído da idade da pedra lascada" - viu B?! -, minha segunda incursão mais profunda nesse espaço virtual foi a criação desse blog... E como tem sido bom tê-lo também! Vir aqui e escrever, vir aqui e ver quem leu e comentou... Tenho até pensado nesta possibilidade como um interessante recurso pedagógico, sabiam? (Certamente alguém já pensou nisso também, não pretendo patentear a idéia, não... rsrsrsrsrs)


Mas é claro que, estando em Paris, minhas surpresas comigo mesma não se restringem apenas à relação com o computador...

Deixando de lado as mais óbvias - como a realização de faxinas, com direito à limpeza de janelas e tudo! (hehe... realmente esperava por isso, mas preferia 'passar a vez' nessas horas! Mas meu Zamô pega junto, então não tenho do que reclamar não... -, não pude escapar desse tema depois da última terça-feira, quando CORTEI os cabelos do Cláudio!!!! É isso aí! De educadora dedicada, passei a cabeleireira... hahahahahaha

Nunca pensei que iria fazer isso, mas cortei os cabelos dele... Na verdade, passei a máquina quatro! Tem gente que vai dizer (ou pensar) que é moleza, mas no início eu não achei não! De todo modo, no final achei - e ele também! - que ficou ótimo... E para não matar vocês de curiosidade, colocarei uma fotos para que também possam apreciar meu trabalho...








E além disso, através delas podem ver também nossos últimos passeios pela ensolarada e primaveril Paris! Com direito à primeira subida na Torre Eiffel e tudo!








Inté!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Enfim sobre a informação!





Pois é... não dava para começar este post sem 'suavizar' o ambiente! E 'suavizar' não significa fingir que as coisas ruins não existem, apenas por vezes se deixar encará-las com algum humor!

Neste ponto, trazer Mafalda foi a forma que encontrei de expressar isso e ainda de introduzir essa nova mensagem...

Mafalda tem sido uma das boas companhias nesse privilegiado tempo de contemplação e leituras!!! Além de me divertir muito relendo-a, aproveito para exercitar o (meu ainda parco! hehe) francês. A que acabei que ler ontem foi pega de empréstimo por mim na biblioteca de Clignacourt... E aqui começa o que quero trazer a vocês: meu encantamento com o acesso à informação!

A biblioteca citada é uma das quatro (isso mesmo, 4!) municipais que têm aqui em nossa vizinhança... Você continua lendo certo, eu disse da VIZINHANÇA... Na cidade toda nem sei dizer quantas são! E é uma boa biblioteca! Dos quadrinhos, como o que citei, e dos guias de cidades, que de vez em quando fuxicamos, aos livros que Cláudio precisa para seus estudos, tudo encontramos por lá!

Quando me lembro da biblioteca do Grajaú, ao lado de nossa casinha no Rio, não sei se rio ou se choro!!!!

E gente, nada demais a biblioteca, não... Um prédio simples, mas MUITO bem cuidado, e um acervo decente! Além disso, todas as municipais têm comunicação entre si, assim, se você procura por um livro - no terminal, no computador, claro! - que só está disponível em outra, você pede que o tragam para a próxima de você... pega o livro e o devolve lá mesmo, onde é mais cômodo para ti! Simples, fácil, rápido, organizado! Ah! E para se associar à biblioteca, basta vontade e um documento de identidade!


Bom, além desta, frequento semanalmente a BPI (Biblioteca Pública de Informação), que fica em anexo ao famoso Centre Georges Pompidou. Neste ainda mais incrível espaço - já que como prédio ele tem mesmo seu tom especial! -, podemos fazer de tudo um pouco que se refira a acessar dados e conhecimentos...

Eu particularmente, como muitos de vocês já sabem, uso especialmente o espaço de autoformação, onde estudo (aplicadamente!) o francês. Além desta língua, tem 'cursos' de mais de 200 idiomas a disposição de todos, assim como pode-se aprender também a tocar alguns instrumentos musicais.

Mas pode-se ainda ir lá apenas para ler, aproveitando as grandes e coletivas mesas de estudo, para usar os livros do acervo (GIGANTESCO, no qual se encontram obras em diversas línguas, em Português, inclusive), para pesquisar na internet ou em outras mídias (inclusive naquelas máquinas especiais de busca em jornais antigos - que Cláudio acabou de me dizer que são de microfilmes... hehe), para ter informação sobre possibilidade de emprego, para ouvir música (num espaço que tem vários cd's - do Chico eu já vi que tem!!!!), para tomar um café... pra muitas coisas!!! É realmente impressionante a polivalência de lá! O único problema, mas que não chega a ser um problemão e sim a essência do lugar, é que por vezes a fila para entrar desencoraja a visita... Mas não dá para ter tudo, né?!

E não dá para terminar sem falar da BNF... que é a super-hiper-mega-enorme Biblioteca Nacional François Mitterrand. Ela impressiona mesmo pelo tamanho, mas esta só fui de visita turística uma vez... não precisei dela ainda... hahaha


domingo, 8 de abril de 2007

Descumprindo o combinado...

Sei que tinha combinado com vocês de escrever sobre o acesso à informação desta vez, mas ontem revimos "Zuzu Angel" então não conseguirei deixar de me 'corrigir'. Mas será só uma alteração...

No post anterior, disse: "Que crueldade que foi o exílio!"

Tadinha de mim... eles foram capazes de crueldades muito maiores!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Quem é essa mulher
Que canta sempre este estribilho
Só queria embalar seu filho
Que mora na escuridão do mar..."
(Angélica, Chico Buarque)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Saudades de casa...

Fiquem tranquilos... não é nada grave, não... Mas que dá saudade de casa, isso dá...

É claro que a gente aproveita muito o que tem aqui e do mesmo modo usa e abusa do que tem daí perto de nós... E nisso, tenho ouvido muita música brasileira - que bom que é ter essa música!!! - mas sem dúvida nenhuma é o Chico quem mais mexe comigo! Para completar, li a biografia do Paulo Freire - escrita por sua viúva -, que estava na "fila" desde meu aniversário quando a ganhei do Cláudio...

O fato enfim é que fiquei pensando no exílio, sabem... Nossa, que crueldade que foi o exílio... Quando a saudade aperta aqui o melhor 'remédio' é ficar pensando na alegria que será o retorno... os reencontros com vocês, com as paisagens... Mas o Paulo Freire e o Chico, assim como tantos outros, não puderam usar este 'medicamento' por anos... Aí é que meu coração aperta mesmo!
Porque, gente, é claro que, sendo humanos, nos identificamos com um tanto de coisa que acontece por aqui. Coisas boas e, principalmente, infelizmente, coisas ruins... A certeza de que a humanidade está crescentemente desumana, por exemplo, nos 'visita' constantemente nestas terras também! É claro que motivada por situações distintas das que acontecem aí, mas não diria que menos violentas, apenas mais veladas talvez.
Mas ainda assim, mesmo com as identificações possíveis e recorrentes, não deixamos de nos sentir estrangeiros... De fato essa não é a nossa casa e isso, pelo menos para mim, faz toda a diferença!

Assim, reitero o que sempre disse por aí: não me vejo morando para o resto da vida em um lugar que não seja o Brasil! Agora sei que me conhecia bem, agora sei que não achava isso, sabia disso!

Ah! E tenham certeza de que deixarei essa saudade de lado na próxima postagem para falar do encantamento com o acesso à informação que temos por essas terras estrangeiras!